domingo, 26 de junho de 2011

Postado por:Aline Pereira Enviado por:Marcos Vinicios

ENVIADO POR: MARCOS VINICIUS
N°31

Ciranda de Pedra (livro)

Ciranda de Pedra é um livro de Lygia Fagundes Telles, publicado em 1954, que depois seria utilizado como base de duas telenovelas homônimas da Rede Globo, em 1981 e em 2008, lembrando que a mais recente versão não é um remake daquela exibida em 1981.
A história acontece aproximadamente entre as décadas de 1940/1950, em São Paulo, e explora as características psicológicas dos personagens.

 ciranda de pedra

Na obra, Virgínia, a protagonista, vive uma infância difícil com pais separados, sendo criada pela mãe, Laura, e seu médico neurologista, Daniel, que na verdade, descobre-se depois é seu verdadeiro pai. Ela visita a mansão do ex-marido de sua mãe, Dr. Natércio, que todos acreditam ser seu pai, mas não consegue conviver bem com as irmãs Otávia e Bruna, que vivem com o Dr. Natércio e com os seus vizinhos: Letícia, Afonso e Conrado (pelo qual nutre uma paixão).
Virgínia sempre compara Otávia, Bruna, Letícia, Afonso e Conrado com uma fonte existente no jardim da casa de Natércio, rodeada por uma ciranda de anões de pedra, pois esses, da mesma forma, nunca aceitam mais um na ciranda. Com a morte de Laura, Virgínia é internada num colégio de freiras, onde é um pouco “perseguida” pelas mesmas. Ao se formar, volta para a mansão do Dr. Natércio como uma nova pessoa, adulta e amadurecida. Virgínia então descobre as várias fraquezas humanas das pessoas que, na infância, ela considerava semi-deuses, e perante as quais um dia ela teve sentimento de inferioridade. Descobre, por exemplo, que Conrado, sua antiga paixão, que ela sempre imaginava como amante de sua irmã Otávia, era impotente. Descobre também várias fraquezas e defeitos de suas irmãs (adultérios, desvios de caráter), descobre a homossexualidade de Letícia etc.
Vírginia se afasta de todos, decidindo fazer uma viagem, e deixa Conrado, após viver com ele uma tarde de amor platônico.

Lygia Fagundes Telles (bibliografia)

Obras
Romances
§  Ciranda de Pedra, 1954
§  Verão no Aquário, 1964
§  As Meninas, 1973 (Prêmio Jabuti)
§  As Horas Nuas, 1989
 
Contos 
§  Natal na Barca
§  Porão e sobrado, 1938
§  Praia viva, 1944
§  O cacto vermelho, 1949
§  Histórias do desencontro, 1958
§  Histórias escolhidas, 1964
§  O Jardim Selvagem, 1965
§  Antes do Baile Verde, 1970
§  Seminário dos Ratos, 1977
§  Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A Estrutura da Bolha de Sabão, 1991)
§  A Disciplina do Amor, 1980
§  Mistérios, 1981
§  Venha ver o pôr-do-sol e outros contos, 1991
§  A noite escura e mais eu, 1995
§  Venha Ver o Pôr-do-Sol
§  Oito contos de amor
§  Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
§  Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
§  Eu era mudo e só


Antologias 
§  Seleta, 1971 (organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho)
§  Lygia Fagundes Telles, 1980 (organização de Leonardo Monteiro)
§  Os melhores contos de Lygia F. Telles, 1984 (seleção de Eduardo Portella)
§  Venha ver o pôr-do-sol, 1988 (seleção dos editores – Ática)
§  A confissão de Leontina e fragmentos, 1996 (seleção de Maura Sardinha)
§  Oito contos de amor, 1997 (seleção de Pedro Paulo de Sena Madureira)
§  Pomba enamorada, 1999 (seleção de Léa Masima).

Participações em coletâneas 
§  Gaby, 1964 (novela – in Os sete pecados capitais – Civilização Brasileira)
§  Trilogia da confissão, 1968 (Verde lagarto amarelo, Apenas um saxofone e Helga – in Os 18 melhores contos do Brasil – Bloch Editores)
§  Missa do galo, 1977 (in Missa do galo: variações sobre o mesmo tema – Summus)
§  O muro, 1978 (in Lições de casa – exercícios de imaginação – Cultura)
§  As formigas, 1978 (in O conto da mulher brasileira – Vertente)
§  Pomba enamorada, 1979 (in O papel do amor – Cultura)
§  Negra jogada amarela, 1979 (conto infanto-juvenil – in Criança brinca, não brinca? – Cultura)
§  As cerejas, 1993 (in As cerejas – Atual)
§  A caçada, 1994 (in Contos brasileiros contemporâneos – Moderna)
§  A estrutura da bolha de sabão e As cerejas, s.d. (in O conto brasileiro contemporâneo – Cultrix)

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