domingo, 12 de junho de 2011

Postado por Douglas Soares e Enviado Por Douglas, Marcelo, Leonardo, Felipe

Pesquisas de Lygia de Azevedo Fagundes
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Nome completo
Lygia de Azevedo Fagundes
Nascimento
19 de abril de 1923 (88 anos)
São Paulo
Nacionalidade
Ocupação
Principais trabalhos
Ciranda de Pedra, As Meninas, horas nuas


 

As Horas Nuas


O romance As Horas Nuas, publicado em de 1989, mostra os problemas da condição humana como a loucura, o amor, a morte. Rosa Ambrósio – uma excêntrica e decadente atriz que faz um balanço da sua vida em meio ao álcool e à solidão, medíocre, mãe egoísta, dona-de-casa descuidada – é uma alcoólatra que atravessa a linha que separa a loucura da lucidez, sofrendo da PMD – psicose maníaco-depressiva.

Neste romance, sem começo e sem fim, os personagens centrais são Rosa Ambrósio e Rahul, um gato que um dia foi poeta do Império Romano. Os sonhos e devaneios de Rosa misturam-se aos do gato, que são alinhavados na voz da empregada Dionísia.

A personagem Rosa se sobressai com sua lucidez fulgurante, rápida, irônica. Ri de si própria (da sua atual condição) e neste processo às vezes age com auto-flagelação, com certa dose de gozo e também de masoquismo. Irritada com as pessoas, com a frivolidade coletiva, de tão lúcida, às vezes beira a loucura. 

Rosa vive de lembranças, da fama antiga, do passado de glória e brilho. A viagem que ela faz é interior, indaga sobre a sua existência, a sua vida. Seu silêncio e solidão representam a espera do seu homem que prometeu voltar um dia. Enquanto espera esse homem, ela tem a companhia do gato Rahul, um gato que pensa, reflete, tem passado e age (quase) como um interlocutor. A figura do gato no livro é decisiva e de suma importância.

A solidão de Rosa é encarada de forma infeliz, uma vez que ela paira sempre interditando o desejo do outro, da espera desse outro, transformado em sombra. Solidão que pode levou Rosa a um processo de amadurecimento e crescimento.



Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles


Ciranda de Pedra, primeiro romance de Lygia Fagundes Telles, datado de 1954, reproduz o comportamento humano e seus relacionamentos. Isso é feito a partir de Virgínia, a protagonista, que vive uma complexa situação familiar e tenta ultrapassar as limitações sociais de um mundo masculino e busca uma identidade que defina um ser completo. Mais que apenas uma afirmação da condição feminina, da procura por independência e autosuficiência, o que a autora produz é uma reflexão sobre a própria condição humana, sobre a impossibilidade de se participar na ciranda de pedra.

Em Ciranda de Pedra vivencia-se a desestruturação de uma família burguesa e a dissolução dos costumes. Laura, mãe de Virgínia, a protagonista, comete adultério contra um marido que lhe dava pouca ou nenhuma atenção, abandona um casamento infeliz mas, ao ter a coragem de romper com a ordem estabelecida, acaba tendo de sofrer as conseqüências. Fica sem duas de suas filhas e ainda tem de arcar com o castigo divino, a loucura. “Nossa mãe está pagando por um erro terrível, será que você não percebe? Abandonou o marido, as filhas, abandonou tudo e foi viver com outro homem. Esqueceu-se dos seus deveres, enxovalhou a honra da família, caiu em pecado mortal!’





As Meninas 


O livro As meninas foi lançado no ano de 1973, um dos períodos mais críticos da História recente de nosso país, já que a censura e a repressão do governo militar estava no auge. O livro nos trás a história de três meninas que têm o seu destino trançado, ao se encontrar em um pensionato de freiras. A partir de então, a autora nos trás o relato do dia a dia das meninas, em uma sucessão de acontecimentos e diálogos surpreendentes. Com uma dose de coragem, Lygia Fagundes Telles aborda temas polêmicos em seu livro e apresenta uma crítica velada ao sistema imposto naquele momento. 
Em um primeiro momento temos a descrição das três personagens principais. Lorena é apresentada como a menina rica e cheia de ideais. Apaixonada por Marcos Nemesius, um médico casado e pai de cinco filhos, a estudante de Direito passa o livro a sonhar com um telefonema, uma visita ou mesmo um recado de seu amado, o que nunca ocorre. 
A segunda personagem retratada é a revolucionária Lia, chamada algumas vezes por suas amigas de Lião. Filha de uma brasileira, natural da Bahia, com um alemão ex-nazista, Lia tem seus ideais bem resolvidos e demonstra muita fibra ao persegui-los, não importando as dificuldades que tenha que superar. Estudante de Ciências Sociais, tenta a todo custo reencontrar seu namorado, um preso político que será enviado para a Argélia. 
Já, Ana Clara, é uma atormentada aluna de Psicologia que passa toda a história envolta com problemas de drogas, seu namorado traficante e alucinações com seu trágico passado.
 Fotos




Fontes




Oque expirou
Lygia Fagundes
A Escrever os seus Livros ?

As Meninas : Em 1962 . Se expirou , após o termino de seu casamento , que foi um escandalo para a sociedade . Nesse tempo o Brasil enfrentava dificuldade  e nesse contexto se expirou a escrever  esse  livro .

Ciranda de Pedra :  Em 1954 . Oque expirou a Escritora foi, o adultério e as loucuras que algumas mulheres faziam naquela epocá . ( Livro que a pouco tempo atrás foi tema de uma novela da ; Rede Globo . 

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